Sobre gentileza gerar gentileza

Não faça uma gentileza pelo seu próximo, na espera de quem alguém vá retribuir imediatamente a você, simplesmente o faça. Seu reconhecimento pode demorar para chegar, mas isso não significa que você deva deixar de fazer. Faça que esses pequenos gestos de bondade e gentileza comecem a fazer parte do seu dia a dia, sem esperar nada em troca disso.

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Uma ótima semana a todos nós,

Beijinhos.

Foto: Google Imagem.

Por: Pamela Wisentaener

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Era uma segunda feira…

Era uma segunda feira, como qualquer outra, mas não para Annabelle, naquele dia o sol não apareceu apenas uma massa cinzenta que cobria toda a imensidão daquele céu, que outrora arrancou tantos suspiros. Naquela segunda feira, Annabelle se sentiu fraca, com o coração partido, se sentia impotente em meio a circunstancias que vivera, seu coração insistia que sim, mas seu consciente gritava que não. Annabelle, confusa correu em direção a uma árvore, no qual sempre sentava para fazer seus pequenos lanches com sua lancheira recheada de maças, mas naquele dia foi diferente, Annabelle encontrou alguém sentado no seu cantinho de sempre, seu esconderijo do mundo frio em que vivera. Annabelle avistando aquela moça sentada com cabelos ruivos apagados, sem brilho, já que a massa cinzenta cobria boa parte do sol. Perguntou quem era, já que nunca tinha visto ela por lá, de repente a doce menina ruiva se apresentou, com olhos cheios de lágrimas, seu nome era Isabelle, sua cor pálida e olhos cor de mel, grande e brilhoso, retratam toda a tristeza em seu coração, que palpitava sem parar. O que pudera fazer essa doce menina a chorar? Será que os motivos dela eram os mesmos que de Annabelle? Conversa, vai e conversa vem, chora daqui, chora dali, cumplicidades trocadas, eis que Isabelle tem uma grande ideia… Que tal fazer dessa árvore um cantinho para corações partidos? Annabelle, então enxugou suas lágrimas, e com um sorriso espontâneo se empolgou logo com a ideia, e por um momento conseguiu esquecer que seu coração despedaçara. Ambas, foram para suas respectivas casas e combinaram logo de se reencontrarem, para fazer daquele cantinho, o cantinho dos corações partidos. Terça feira, logo pela manhã, Annabelle e Isabelle se encontrarem em frente à árvore, cada uma trouxe suas bugigangas, tecidos, almofadas, flores e lençóis. Todos os materiais necessários para montar o abrigo, que seria capaz de curar todas as feridas, ou pelo menos tentar aliviar momentaneamente. Trabalho daqui puxa dali, martela de lá, enfeita aqui, enfeita laco lá. Eis que terminam o trabalho, quanta dedicação, que até esqueceram a tristeza em seus corações, será mesmo que a ideia da cabaninha, esse abrigo em meio à árvore, estaria fazendo o efeito de cura para o coração? Bom, pelo menos por um instante toda a tristeza havia sido esquecida e substituída pela alegria da satisfação, de ver seu cantinho, pronto para abrigar qualquer um que procurasse abrigo em meio aos turbilhões que a vida nos faz encarar. O tempo passou tão rápido, que Annabelle e Isabelle, nem pudessem se questionar por quais motivos ambas estariam por lá, qual seria o motivo das lágrimas e o coração partido… O que sabemos ainda é uma incógnita e, que muitas histórias ainda vão se formar, muitos corações partidos encontraram um novo lar.

Autora: Pamela Paulina Wisentaener.